INSTITUTO DE BOTÂNICA
A origem do Instituto
remota ao ano de 1928 com o Orquidário
do Estado, que deu início ao atual
Jardim Botânico de São Paulo.
Sua tradição como instituição
de pesquisa científica iniciou-se
com o departamento de botânica, criado
em 1938 e pertencente à secretaria
da agricultura, indústria e comércio.
Somente em 1942 passou a ser Instituto de
Botânica. O idealizador do Instituto
foi o naturalista Frederico Carlos Hoehne,
amante das orquídeas e da preservação
das espécies, através do cultivo.
Sua missão, como órgão
de pesquisa, é oferecer embasamento
técnico-científico necessário
aos governos estadual e federal, para que
estes tenham condições de
planejar e realizar a política ambiental,
direcionando suas ações nesta
área e proporcionando bem estar à
sociedade e à proteção
de espécies animais, vegetais e paisagens
naturais. Entre os objetivos do IBt estão
o desenvolvimento de pesquisas básicas
e aplicadas para o conhecimento, a preservação,
a recuperação e a utilização
racional dos recursos naturais e a melhoria
do meio ambiente.
O Instituto de Botânica realiza pesquisas
científicas e tecnológicas,
principalmente no que se relaciona à
botânica e áreas correlatas,
atendendo às demandas da sociedade
na área ambiental. Para isto, a instituição
conta com 322 funcionários, dos quais
68 são pesquisadores (45 doutores,
15 mestres e 18 bacharéis) em áreas
de conhecimento específicos, e 26
técnicos de nível superior,
dois dos quais, com mestrado. Além
disso, conta com vários profissionais
visitantes e cerca de 50 pós-graduados
que executam pesquisas em seus laboratórios.
A alta capacitação de seu
corpo técnico permite que o Instituto
de Botânica seja reconhecido nacional
e internacionalmente como centro de excelência
em botânica e suas aplicações.
Os resultados de
suas pesquisas permitem adquirir conhecimento
de toda a flora ocorrente no Estado de São
Paulo e outras regiões brasileiras,
possibilitando a catalogação
de novas espécies vegetais, fungos
e algas, além de permitir o estudo
das relações ecológicas
dentro de sistemas naturais e aqueles influenciados
ou modificados pelo homem. Realiza estudos
em anatomia, fisiologia e bioquímica
vegetais, tecnologia de sementes de espécies
nativas, horticultura e conservação,
recuperação de vários
tipos de ecossistemas existentes no Estado
de São Paulo, dentre outros. Os vários
grupos de pesquisa do Instituto de Botânica
participam de estudos e projetos interdisciplinares,
financiados por órgãos de
auxílio à pesquisa, como CNPq
e FAPESP, além de Instituições
estrangeiras como o convênio Brasil
Alemanha, com recursos do GKSS/KFW, Fundação
Botânica Margareth Mee, fundação
John D. & Catherine T. Mac Arthur, entre
outras.
Outra importante contribuição
do Instituto é na formação
de recursos humanos em ciência e tecnologia.
Os pesquisadores estão envolvidos
na formação científica
de profissionais, estudantes de graduação
e pós-graduação, por
meio de estágios e cursos, colaborando
para a capacitação e treinamento
de novos recursos humanos na área
cientifica.
Os laboratórios desta instituição
permitem o estudo dos mais variados trabalhos
em botânica e um intenso intercâmbio
com outros centros científicos e
universidades nacionais e estrangeiras,
realizando pesquisas de ponta e de interesse
mundial.
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| Jardim
Botânico de São Paulo
é uma das áreas verdes
mais belas da cidade. Foto: Divulgação/Pick-upau |
O Instituto de Botânica
é responsável pelo Jardim
Botânico de São Paulo, com
360.000m², localizado dentro de sua
área, desenvolvendo um importante
trabalho de educação ambiental
junto à população,
que pode visitar coleções
de plantas nativas e exóticas, as
quais vegetam num parque paisagisticamente
planejado e de grande beleza, constituindo-se
num dos pontos turísticos mais bonitos
da cidade de São Paulo.
No conjunto arquitetônico-cultural
do Jardim Botânico destacam-se, além
do Museu, o Jardim de Lineu, as estufas
históricas, o portão histórico,
de 1894, e o marco das nascentes do riacho
do Ipiranga.
O jardim possui vários recantos que
convidam as pessoas ao relaxamento e à
admiração das várias
formas exuberantes que os vegetais podem
exibir em suas flores, frutos, caules e
folhagens. A entrada do jardim é
composta por uma alameda de palmeiras-jerivás,
por bancos e pérgolas com trepadeiras
floridas; mais adiante se encontra o Jardim
de Lineu, inspirado no Jardim Botânico
de Upsala na Suécia, com duas estufas
monumentais; uma destinada a exposições
e outra abrigando representantes da Mata
Atlântica. Mais interiormente, há
um lago de ninféias, além
de outros bonitos recantos.
Anualmente o Jardim é visitado por
mais de 100.000 pessoas, dentre estudantes
de vários níveis, grupos de
terceira idade, famílias e outros.
Os visitantes também podem conhecer
o Museu Botânico, localizado junto
ao Jardim de Lineu, o qual é adornado
com vitrais e paredes de alto relevo, retratando
a flora brasileira. Este Museu apresenta,
de forma didática, os vários
ecossistemas ocorrentes no país,
além de produtos e subprodutos retirados
dos vegetais destas formações,
possibilitando o aprendizado da botânica
e o reconhecimento da sua importância
para a preservação da flora.
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| Lago
das Ninféias, Jardim Botânico
de São Paulo.
Foto: Divulgação/Pick-upau |
O Instituto de Botânica
tem o objetivo de conservar e preservar
suas reservas. A sede conta com uma área
de 143 ha na cidade de São Paulo,
localizado dentro do Parque Estadual das
Fontes do Ipiranga, local das nascentes
do riacho Ipiranga, onde D. Pedro I proclamou
a independência do Brasil. Este parque
é um remanescente da vegetação
de Mata Atlântica dentro da cidade
de São Paulo e que abriga animais
selvagens, como bugios, ouriços,
preás, bichos-preguiça, gambás,
tucanos, maritacas, lagartos e outros.
Também pertencem ao Instituto 366
ha na Reserva Biológica de Paranapiacaba,
localizada junto a Serra do Mar, local de
Mata Atlântica exuberante e 470 ha
na Reserva Biológica e Estação
Experimental de Moji Guaçu no interior
do Estado representando o bioma Cerrado,
mata de planalto e mata de mata de galeria.
Essas áreas são verdadeiros
laboratórios vivos para observação
e experimentações científicas
realizadas pelos pesquisadores da própria
instituição, além de
locais de aprendizados de botânica
e ecologia aos estudantes de colégio
e universidades.
O Instituto de Botânica coloca à
disposição de seus pesquisadores,
estagiários e visitantes sua biblioteca,
que é uma das mais completas em publicações
relacionadas à botânica. Seu
acervo conta com cerca de 106.000 volumes,
contendo algumas preciosidades, como a descrição
de orquídeas e bromélias nativas
do Brasil, cujas ilustrações
foram feitas por Margareth Mee, uma das
conhecidas ilustradoras botânicas
do mundo e que trabalhou neste Instituto.
Seus desenhos, além de mostrarem
minuciosamente as características
botânicas das plantas descritas pelos
cientistas, ainda se apresentam como verdadeiras
obras de arte.
O Instituto dedica seus serviços
àqueles que querem informações
relativas à botânica, atendendo
empresas que procuram a instituição
para solucionar problemas ou desenvolver
novas tecnologias, por meio da pesquisa
cientifica até leigos e estudantes
que necessitam de informações
em geral.
No seu campo de atuação coloca
à disposição de empresas,
prefeituras, consórcios, estatais,
entre outras entidades, serviços
de assistência técnica e assessoria
científica, incluindo identificação
de plantas. Parte dessas informações
encontra-se disponível em publicações
que estão à venda na Instituição.
PATRIMÔNIO
CULTURAL
O Instituto de Botânica dispõe
de uma biblioteca com cerca de 6.400 livros,
300 teses e 700 periódicos, inúmeras
obras do século passado e um acervo
botânico sem igual no Estado de São
Paulo.
No Museu Botânico João Barbosa
Rodrigues, de grande valor educativo, encontram-se
inúmeras amostras de plantas da flora
brasileira, uma coleção de
produtos extraídos de plantas, fibras,
óleo, madeiras, sementes e também
quadros e fotos representativos dos diversos
ecossistemas do Estado.
FICHA TÉCNICA: INSTITUTO DE BOTÂNICA
Criação:
Decreto-lei 12.499 de 7 de janeiro de 1942
Localização:
Parque Estadual das Fontes do Ipiranga
Área:
143 Hectares
Unidades de conservação:
- Reserva Biológica de Paranapiacaba
- Reserva Biológica e Estação
Experimental de Moji Guaçu
- Reserva do Parque Estadual das fontes
do Ipiranga
Fonte: IBt