O
“Projeto Darwin” tem como principais
características conhecer e divulgar
os atributos naturais e culturais dos Biomas
Brasileiros, com ênfase na Floresta
Atlântica Tropical, incluindo áreas
particulares, Unidades de Conservação
e Terras Indígenas.
Parcerias inéditas, comemoração
de dez anos da Agência Ambiental Pick-upau
e a celebração dos duzentos
anos de Charles Darwin foram aspectos determinantes
e coincidentes para o lançamento
do projeto de pesquisa da organização.
Charles Darwin foi um observador da natureza
e registrou com muita precisão a
biodiversidade em vários ambientes.
Darwin contribuiu grandemente para uma visão
mais racional e objetiva do mundo e dos
seres vivos e revolucionou o pensamento
contemporâneo. Suas ideias, baseadas
em observações de diversas
espécies e sua relação
com ambiente, continuam alimentando a curiosidade
e discussões acadêmicas de
biólogos e outros cientistas. A “Teoria
da Evolução das Espécies”
foi inclusive aceita oficialmente pelo Vaticano
em 2008.
Além
dos inventários biológicos
das espécies predominantes da fauna
e da flora (pesquisa), há o compromisso
de sensibilizar o maior número de
pessoas possíveis para tornar viável
o desenvolvimento sócio-econômico
das regiões inseridas no projeto
e a preservação do ambiente.
Outro aspecto relevante e diferencial do
Projeto Darwin é o envolvimento de
comunidades tradicionais como a Aldeia Guarani
Tenonde Porã.
Perguntas frequentes:
O que é uma Unidade de Conservação?
Unidade de conservação é
um espaço territorial e seus recursos
ambientais, incluindo as águas jurisdicionais,
com características naturais relevantes,
legalmente instituído pelo Poder
Público, com objetivos de conservação
e limites definidos, sob regime especial
de administração, ao qual
se aplicam garantias adequadas de proteção.
Porque é importante a realização
de inventários biológicos?
Estudos estimam que
cerca de 90% das espécies brasileiras
ainda não foram descobertas. Estima-se
que o Brasil possua cerca de 20% da biodiversidade
do planeta, mas ainda desconhece a maior
parte de suas plantas, animais e microrganismos.
Há cerca de 200 mil espécies
já descritas no país o que
representa pouco mais do que 10% do total.
Como benefícios diretos desta pesquisa
existem a identificação de
várias espécies comuns em
diferentes áreas com possível
aplicação para manutenção
e preservação do patrimônio
genético, dados preliminares para
Bioprospeção e combate à
Biopirataria, além da documentação
do conhecimento de populações
tradicionais (como indígenas e quilombolas)
sobre o uso da biodiversidade, como o conhecimento
sobre o emprego de plantas medicinais. Neste
último aspecto, é compromisso
da organização a “Repartição
de Benefícios” - Conceito segundo
o qual os povos tradicionais devem receber
parte dos ganhos (financeiros ou não)
obtidos a partir do uso do seu conhecimento.
Por
que o projeto chama Darwin?
A concepção do projeto de um
inventário de Biodiversidade no ano
em que se comemora os 200 anos do nascimento
de Darwin pode ser considerada mais uma homenagem
póstuma ao trabalho deste grande cientista.
Charles Robert Darwin nasceu em Shrewsbury,
na Inglaterra, no dia 12 de fevereiro de 1809.
Publicou no ano de 1850 sua grande obra, o
livro “A Origem das Espécies”.
Nesta publicação, apresentou
com rigor científico uma teoria considerada
polêmica, e forneceu a estrutura básica
aos cientistas e pesquisadores que estudam
os seres vivos. Foi a partir desta teoria
que foi possível entender que, desde
a origem da vida, sucessivas mudanças
genéticas ao longo das gerações
em função das pressões
do meio, resultaram a emergência de
novas espécies. Darwin postulou que
este processo é chamado de “Evolução”.
Quais os principais objetivos do Projeto?
O
“Projeto Darwin” tem como principais
objetivos, contribuir na promoção
do desenvolvimento sustentável, através
da ampla divulgação dos atributos
naturais, culturais e científicos de
Unidades de Conservação seus
entornos. Auxiliar, através do descerramento
do turismo ecológico, cultural e rural,
o desenvolvimento sustentável das regiões
abrangentes. Colaborar na intensificação
do conhecimento através da ciência
e da educação ambiental, desta
forma, sensibilizar a comunidade local sobre
as consequências da degradação
do ecossistema.
Conhecer, compreender
e aplicar os conhecimentos obtidos através
do projeto para identificar as necessidades,
prioridades e alternativas para a criação
de uma economia local de origem conservacionista.
Reduzir, no que for aceitável, o
desenvolvimento predatório através
da participação de novos investimentos
da iniciativa privada (novos atores locais),
da participação de governos,
da sociedade civil em geral, e principalmente,
da comunidade local e contribuir com projetos
novos e outros já em andamento na
Área de Proteção. Documentar
a relação das comunidades
indígenas e tradicionais com a fauna
e a flora, bem como seus conceitos conservacionistas,
científicos e culturais.
Quem pode participar do projeto?
Pessoas físicas e jurídicas,
incluindo órgãos públicos
de todas as esferas.
O Projeto Darwin é uma ONG?
Não. O ‘Projeto Darwin’
é um projeto do Pick-upau, uma organização
não-governamental sem fins lucrativos,
de caráter sócio-ambiental.
O Projeto Darwin, bem como o Portal Pick-upau
– Central de Jornalismo e Educação
Ambiental, que reúne um dos maiores
bancos de dados de informação
ambiental do Brasil, totalmente gratuito,
são ações do Pick-upau.
Saiba
mais sobre a ONG.
Como posso ser voluntário?
Efetuando o cadastro
disponível no site. Você poderá
participar de projetos de pesquisa e auxiliar
nas tarefas em expedições
científicas, contribuindo para o
conhecimento e consequentemente a preservação
e a conservação da biodiversidade.