Um
movimento global agora na feira
Criado na Holanda, em 1969, a iniciativa do
comércio justo, ou fair trade, como
é conhecido internacionalmente, se
espalhou por vários países da
Europa, França, Suíça,
Dinamarca, Áustria, Espanha, Suécia,
Itália, Finlândia além
de nações como Estados Unidos,
Canadá, Japão e Brasil.
Em 1990, quatro grandes
redes de comércio justo a Fairtrade
Labelling Organizations International (FLO),
a International Fair Trade Association, ou
World Fair Trade Organization (WFTO), a Network
Of European Worldshops (NEWS!) e a European
Fair Trade Association (EFTA), se uniram e
formaram a FINE, uma federação
internacional sobre a iniciativa.
Após essa união
o movimento de comércio justo ganhou
definições comuns, tornando-o
mais acessível e replicável
em outras partes do mundo, inclusive no Brasil.
Criando regras baseadas no desenvolvimento
sustentável, na transparência
das negociações e no respeito
e na justiça da relação
entre produtores, consumidores e os recursos
naturais. Veja a seguir algumas características
do comércio justo aplicadas pelo Feira
Moderna:
Princípios:
- Ausência de
trabalho escravo;
- Ausência de trabalho infantil;
- Igualdade entre homens e mulheres, respeitado
as diferentes culturas;
- Estimular práticas ambientais sustentáveis;
- Remuneração justa de produtores,
artesãos etc.;
- Preço justo para os consumidores;
- Ambiente de trabalho corporativo;
- Difusão de culturas tradicionais.
Principais objetivos:
- Aproximar os produtores
dos consumidores;
- Respeitar a cultura das comunidades tradicionais;
- Apoiar artesãos para que possam ter
estabilidade econômica;
- Incentivar a responsabilidade social e ambiental
de consumidores;
- Contribuir para a diminuição
da pobreza nas comunidades envolvidas.
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| Onça-pintada
produzida pelos guaranis
da aldeia Tenondé Porã |
Compromissos:
(Produtor)
- Não envolver crianças na produção,
mas respeitando as tradições
indígenas;
- Valorizar igualmente o trabalho de homens
e mulheres, mas respeitando as tradições
indígenas;
- Aperfeiçoar as condições
de trabalhos, com base nos padrões
da Organização Internacional
do Trabalho;
- Desenvolver atividades ambientalmente sustentáveis;
- Não produzir artesanatos a partir
de partes de animais como penas, bicos, couros
etc.;
- Organizar-se democraticamente;
- Contribuir para o desenvolvimento da comunidade;
- Cobrar preços justos.
(Consumidor)
- Estabelecer relações comerciais
duradouras;
- Realizar adiantamentos para que os produtores
não necessitem pedir empréstimos;
- Pagar preço justo;
- Evitar intermediários.
(Organizações
de apoios)
- Fomentar apoio financeiro;
- Incentivar e promover capacitação
na gestão de negócios;
- Criar alternativas para melhorar produtos
e técnicas;
- Auxiliar novas linhas de produtos;
- Respeitar questões ambientais em
todo processo de produção;
- Atualizar os produtores sobre tendências
de mercado;
- Intermediar de forma justa o comércio
dos produtos.
Foto: Wilson Mahana/Pick-upau