Aldeia
Tenonde Porã recebe o certificado Feira
Moderna
Localizada na maior cidade do Brasil, a aldeia
Tenonde Porã, da etnia Guarani Mbya,
é uma das quatro comunidades indígenas
da capital paulista e é nesta aldeia
que a equipe do ‘Feira Moderna’
foi buscar a originalidade e a criatividade
do artesanato indígena para compor
o catálogo de produtos do projeto.
Entre cestarias feitas
de taquara e cipó-imbé; colares,
brincos e pulseiras confeccionadas com sementes;
esculturas de madeira e artigos tipicamente
indígenas, como arco e flecha, machadinha,
chocalho, cocar, flauta entre outros objetos,
a arte guarani é uma das atrações
no lançamento do programa de comércio
justo do Pick-upau, o Feira Moderna.
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| Cestaria
Guarani |
Localizada em uma das
rotas históricas da migração
Guarani, a aldeia Tenonde Porã, também
conhecida como Morro da Saudade e Barragem,
foi fundada em 1965 por indígenas vindos
do litoral paulista, do Vale do Ribeira do
estado do Paraná.
Hoje a aldeia abriga
cerca de 800 pessoas e a produção
de artesanato é uma das principais
fontes de recursos das famílias. “Tiramos
da mata o material para fazer artesanato,
como taquara, imbé, imbira. Mas agora
vamos até as matas das aldeias do litoral
para conseguir esses recursos. Se conseguirmos
ampliar um pouco a nossa área, a qualidade
da nossa vida vai melhorar muito”, relata
Manuel da Silva Vera, em trecho do livro ”Aldeias
Guarani Mbya na cidade de São Paulo”,
que também pode ser adquirido na Loja
Virtual do ‘Feira Moderna’.
A produção
de artesanato na aldeia, além de ser
uma importante fonte de renda é também
uma forma de manter viva a cultura e a tradição
Guarani na comunidade, que pela proximidade
da cidade de São Paulo, sofre diariamente
a pressão da cultura juruá (branca),
sem contar o avanço da destruição
de se habitat, a mata atlântica.
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| Livro
"Aldeias Guarani na cidade de São
Paulo. |
“Nós não
podemos perder a memória de nossa origem.
Ainda mais porque vivemos no mundo de hoje,
moderno, cercados pelo mundo oposto, a sociedade
envolvente. Também é muito importante
conhecer esse mundo, saber ler e escrever
(...). Mas a pessoa tem que saber que é
Guarani, que tem uma raiz, como uma palmeira.
Tem que continuar, porque a natureza nunca
muda. A natureza é de uma cor só,
é verde, e nunca vai mudar (...)”,
diz Vera Popygua, cacique da aldeia Tenonde
Porã, em trecho livro "Aldeias
Guarani Mbya na cidade de São Paulo".
Agora a arte Guarani
está mais acessível e ao alcance
de todos, acesse www.feiramoderna.org.br
e veja o catálogo de produtos do ‘Feira
Moderna’.
Foto: Wilson Mahana/Pick-upau