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Depois de ser abandonado,
bebê gorila vive feliz com nova mãe |
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O pequeno Hasani, que se tornou popular
depois de ser abandonado por sua mãe, em dezembro
do ano passado, no zoológico de São Francisco,
nos Estados Unidos, agora vive feliz. Logo após
a rejeição, os tratadores levaram o pequeno
gorila para viver com Bawang, que aceitou a nova cria.
Mãe e filho (adotivo) se deram tão bem que
até os outros gorilas estão com ciúmes.
Queridinho do zoo, Hasani tem seu próprio álbum
de família.
Divulgação/Zoo
de São Francisco
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Filhote aye-aye nasce
nos EUA |
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O zoológico de Denver, nos
Estados Unidos, acaba de ganhar um filhote de aye-aye,
uma espécie de primata nativo da Ilha de Madagascar,
parecido com seus primos lêmures, o aye-aye possui
hábitos noturnos e uma aparência bem estranha.
O pequeno animal foi muito caçado por povos nativos
e hoje está ameaçado de extinção.
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Gazela-girafa é
atração em zoo americano |
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Duas fêmeas adultas de gazela-girafa
são atrações no zoológico
de Los Angeles, nos Estados Unidos. Os antílopes
originários da África são conhecidos
por sua rapidez e capacidade de escapar de seus principais
predadores.
Divulgação/
Zoo de Los Angeles
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Cachorro, gato, porquinho da índia...
Nada disso, Aniko Herlicska, tratadora do zoológico
Nyiregyhaza, na Hungria, recebeu um hóspede bem
incomum, a filhote de leão Nala, de apenas duas
semanas. Enquanto sua mãe Kyara se recupera de
uma cirurgia na pata direita a pequena leoa descobre as
atrações da casa nova.
Divulgação/Zoo
Nyiregyhaza
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A família de
girafas cresceu |
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Zoológico de Berlim, na Alemanha,
abriga a família de Naruk, o papai girafa. Kibaya
e seu filhote, Shani, nasceu há apenas alguns dias
e já é atração do parque.
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Depois de cair da
bolsa da mãe, canguru ganha nova casa |
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Após cair, acidentalmente,
da bolsa de sua mãe, um bebê canguru foi
resgatado por funcionários do zoológico
Assiniboine, no Canadá. Como não se sabe
de qual bolsa ele caiu, o pequeno marsupial não
pode ser devolvido a sua mãe verdadeira. Para não
causar transtornos para as mamães e para o próprio
filhote, os tratadores do zoo improvisaram uma nova ‘bolsa’.
Divulgação/Zoo
Assiniboine
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Trigêmeos são
atração em zoo alemão |
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Atiero, Jumanes e Valdivia são
os novos moradores do zoológico Tierpark, em Berlim.
Os trigêmeos de onças-pintadas nasceram o
mês passado e agora foram apresentados ao público.
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Orangotangos do zoológico
Heidelberg, no sudoeste da Alemanha, mostram que são
artistas e arrecadam fundos para o jardim. A orangotango
Grisella aprecia as aulas de pintura e os pincéis
também.
Divulgação/Zoo
Heidelberg |
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Cheia do rio Paraguai
é comparável aos anos mais secos da década |
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A cheia do rio Paraguai deste ano
é comparável às ocorridas em 2001
e 2005, anos mais secos da década que se encerra.
A informação é do pesquisador Ivan
Bergier, da Embrapa Pantanal, que acaba de realizar a
segunda previsão de cheia com o Modelad (Modelo
de Previsão do Nível do rio Paraguai em
Ladário). O modelo utiliza a medição
da régua de Ladário, cidade vizinha a Corumbá
(MS), e a série histórica de dados coletados
desde 1900 pela Marinha do Brasil.
A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS),
Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
- Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, divulgou a primeira previsão
de cheia com o novo modelo na primeira semana de abril.
“A segunda previsão do Modelad
aponta para um ano de seca na planície de inundação
do rio Paraguai. A previsão realizada em abril,
com erro médio de 29,5 cm, situa-se na porção
inferior da previsão realizada em março,
sugerindo que o rio Paraguai deve ter seu nível
máximo ao redor de 3 metros na Base Naval da Marinha
em Ladário”, explicou Ivan.
Com relação à
data de ocorrência do pico de cheia, a mudança
na previsão foi de apenas 1 dia e deverá
ocorrer entre meados de maio e meados de junho. Caso o
nível máximo observado seja inferior aos
3,15 metros verificados no ano de 2001, este ano deverá
ser o ano mais seco desde 1973.
Ana Maio/Embrapa |
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Rio Paraguai:ano
de seca na planície, segundo o Modelad |
Isso deve se concretizar se o nível
de rio subir no máximo 2 centímetros por
dia ao longo do mês de maio. “Nos últimos
35 anos os três menores níveis máximos
observados ocorreram nessa década”, afirmou o pesquisador.
Segundo ele, o verão de 2008-09
foi caracterizado por fortes tempestades em Santa Catarina,
seca no Oeste das regiões Sul e Centro-Oeste e
por elevada precipitação nas regiões
Nordeste e Norte. Tudo isso sugere um forte indício
da influência do fenômeno do El Niño
Oscilação Sul (ENOS ou ENSO em inglês)
em sua fase fria, isto é, Oceano Pacífico
Equatorial mais frio ou condição de La Niña.
“No Pantanal, em especial, pode também haver uma
relação com padrões de oscilação
atmosférica no Oceano Atlântico Norte (NAO
em inglês), regulando a entrada de ventos e umidade
pelo norte em direção ao centro-sul do continente
sul-americano, auxiliado pela cordilheira dos Andes”,
disse.
Essas relações conhecidas
por teleconexões climáticas são objeto
de estudo da Embrapa Pantanal. As previsões do
nível mínimo em 2009, uma extensão
do Modelad para o período de vazante da planície
do rio Paraguai, deverão ser divulgadas a partir
do segundo semestre.
Impactos
O Pantanal terá menor quantidade
de peixes neste e nos próximos anos, segundo a
pesquisadora Emiko Kawakami de Resende. De acordo com
ela, a produção de peixes na região
está diretamente relacionada à cheia. “Quanto
maior a cheia, maior a produção. O inverso
também é verdadeiro”, disse.
Os reflexos serão sentidos
também nos próximos dois ou três anos,
“quando os indivíduos produzidos neste ano estiverem
em tamanho de captura”.
Emiko afirmou que o último
ano de cheia reduzida foi 2005. “Parece que este ano está
pior. Aqueles que dependem dessa atividade econômica
– tanto o turismo, quanto o pescador profissional artesanal
– devem se precaver”, disse.A pesquisadora Sandra Aparecida
Santos, que trabalha com pesquisas sobre pecuária,
disse que os impactos na produção das pastagens
são variáveis. “Há regiões
que podem ser beneficiadas e outras prejudicadas.”
No Pantanal, as pastagens são
dinâmicas e dependem da distribuição
das chuvas que ocorrem na região norte e sul, como
também da localização da propriedade
(se sofre influência de inundação
fluvial e/ou pluvial).
Neste ano de 2009 as chuvas se concentraram
no final do período chuvoso em ambas as regiões
que terão reflexos diferenciados sobre cada região
ou fazenda. “É cedo para avaliar os impactos na
pecuária, pois o período de restrição
alimentar está começando agora no início
de maio”, afirmou Sandra. O importante é que cada
fazendeiro conheça a dinâmica das suas pastagens
de modo que ele possa tomar as decisões mais adequadas.
Segundo ela, o mais preocupante são
os focos de incêndio em áreas de pastagens
localizadas na beira dos rios, que neste ano começaram
mais cedo. A pesquisadora disse ainda que considerou 2006
um ano bastante complicado para a produção
pecuária, porque ali ocorreram cheia e seca extremas.
Decoada
De acordo com a pesquisadora Márcia
Divina de Oliveira, especializada em ecologia de rios
e áreas inundáveis, a 'decoada' não
deverá ser significativa em 2009, por conta do
baixo nível das águas na cheia.
“Como o nível do rio deverá
ficar em torno de 3 metros, não ocorrerá
'decoada' em grandes escalas. Ela tende a ser mais forte
quando o nível do rio passa dos 3 metros, o que
aumenta a interação entre o rio Paraguai
e a planície. A decoada consiste principalmente
por alteração nas características
da água, com ênfase na baixa concentração
de oxigênio dissolvido, resultante da decomposição
da matéria orgânica seca inundada na planície
quando as águas sobem”, explica. Costuma causar
a mortandade de peixes. (Ana Maio e Saulo Coelho)
Ana Maio
Embrapa Pantanal
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Embrapa Pantanal coordena
resgate de onça em Corumbá |
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No final da tarde deste domingo,
17 de maio, apesar de alguns contratempos, terminou bem
a operação de resgate de uma onça
parda em Corumbá. O animal, um macho jovem com
cerca de 40 quilos, estava no topo de uma árvore
no bairro Aeroporto, a dez metros de altura, desde a noite
de sábado.
Um morador chamou o Corpo de Bombeiros,
que tentou espantar o animal com jatos de água,
sem sucesso. Na manhã de domingo, a Embrapa Pantanal
(Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi contatada
e as pesquisadoras Zilca Campos, Christiane Amâncio
e Sandra Mara Crispim se mobilizaram. Elas foram até
a Unidade para pegar material de captura, como anestésico,
dardos de ar comprimido, zarabatanas, redes e cambões.
Embrapa/Saulo
Coelho Nunes |
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No local, a Polícia Militar
Ambiental isolou a área e auxiliou na instalação
das redes para aparar o animal em caso de queda. Uma grande
multidão acompanhava, ansiosa, pelo desfecho do
episódio. O veterinário Alexandre Cavassa,
acompanhado do colega Rogério Simões, também
prestou auxílio durante a operação.
De São Paulo, por telefone,
o especialista em felinos e grandes predadores do Centro
Nacional de Animais Predadores (Cenap/Ibama), Peter Crawshaw,
passava orientações de ação,
enquanto as equipes aguardavam a chegada do pesquisador
da Embrapa Pantanal, Walfrido Tomás, especialista
em fauna silvestre, e que se encontrava em Campo Grande.
Ele veio num avião cedido
pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, acompanhado
pelo coordenador de fauna do Ibama/MS, Gerson Zahdi, e
da bióloga dos institutos Homem Pantaneiro e Onça
Pintada, Graziela Porfírio.
Resgate
A comitiva trouxe de Campo Grande
rifles para disparo de dardos tranquilizantes, pois a
zarabatana não seria suficiente para acertar a
onça por conta da longa distância. A partir
de então, Walfrido assumiu a coordenação
da operação. Foram mobilizados, também,
membros de organizações ambientais de defesa
de felinos da região pantaneira, e o assistente
de pesquisas com felinos do Pantanal, João Batista
da Silva, que tem mais de dez anos de experiência
com imobilização e tranquilização
de animais, atuando no projeto ‘Onça Pantaneira’,
na fazenda São Bento. O promotor do meio ambiente
de Corumbá, Ricardo Melo, acompanhou todo o trabalho.
João foi designado para efetuar
o disparo de rifle. Por volta das 16 horas, de cima da
escada retrátil de um caminhão da empresa
energética que opera no estado, Enersul, João
fez um disparo certeiro. Acertada na paleta, a onça
ficou inconsciente em cerca de três minutos, e se
manteve enganchada nos galhos do topo da árvore.
Embrapa/Saulo
Coelho Nunes |
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Os bombeiros e policiais militares,
sob a coordenação do comandante do major
Waldir Ribeiro, escalaram a árvore e laçaram
o animal, na tentativa de descê-lo por cordas com
o auxílio dos galhos. Nesse momento, o grande susto.
A onça se soltou dos laços e despencou do
topo da árvore, causando comoção
na multidão. Mas as redes de contenção
foram suficientes para amortecer a queda e evitar que
o felino tivesse ferimentos mais graves ou fraturas.
O animal foi prontamente recolhido
e levado para a Embrapa Pantanal, onde foi examinado por
Walfrido, que é veterinário, e Graziela.
Os especialistas constataram que a onça não
teve fraturas ou escoriações graves, e a
conduziram numa gaiola de metal em uma caminhonete para
ser solta, ainda no domingo, no seu habitat.
Segundo Walfrido, a operação
foi bem sucedida, principalmente diante do tipo de árvore
(sete copas) e da altura em que a onça se encontrava.
“Além da altura, havia uma grande multidão
presente, e ela estava em situação de risco
havia muitas horas. Todos esses são fatores de
grande estresse para o animal e de risco para o resgate”,
explica.
Queimadas
Pesquisadores da Embrapa Pantanal
alertam para o aumento da freqüência nas aparições
de animais selvagens nos perímetros urbanos do
Pantanal, como conseqüência do crescimento
acentuado das queimadas na região.
O chefe geral da Unidade, José
Anibal Comastri Filho, explica que, com os numerosos focos
de queimada em toda a planície pantaneira, muitos
animais ficam acuados e desorientados, e eventualmente
vão parar nas zonas urbanas. “É importante
conscientizar os proprietários, pescadores e turistas
para prevenir e combater os pequenos focos e nunca provocar
queimadas nesta época de pouca chuva. Pontas de
cigarro e fogueiras em acampamentos podem provocar incêndios”,
diz.
A pesquisadora Zilca Campos afirma
que episódios como o deste domingo tendem a se
tornar cada vez mais comuns, e alerta para a prevenção.
“A tendência que cada vez mais tenhamos animais
selvagens chegando à cidade. É importante
que a população esteja conscientizada e
acione rapidamente as autoridades, que devem estar equipadas
e treinadas para agirem rápido, causando o mínimo
de sofrimento ao animal e eliminando riscos de danos às
pessoas”, disse.
O promotor Ricardo Melo informou
que existem recursos disponíveis há cerca
de dois anos para a aquisição de equipamentos
e treinamento de policiais e bombeiros para operações
envolvendo animais silvestres em áreas urbanas
em Corumbá.
Saulo Coelho Nunes
Embrapa Pantanal, Corumbá (MS)
Ana Maio
Embrapa Pantanal
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Fazenda Nhumirim se
prepara para certificação em pecuária orgânica |
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A Embrapa Pantanal pretende certificar
em pecuária orgânica o seu campo experimental,
a fazenda Nhumirim, que fica localizada na região
pantaneira da Nhecolândia, a 160 km de Corumbá
(MS).
Dez de suas 16 invernadas – termo
utilizado no Pantanal para pastagens, deverão ser
alocadas para criação orgânica, o
que corresponde a cerca de 60% de sua área total
de mais de 4 mil hectares. Inicialmente o processo orgânico
envolverá cerca de 50% das 1,2 mil cabeças
de gado criadas na propriedade.
Desde o dia 12 de maio, funcionários
da fazenda iniciaram o trabalho de gado na propriedade,
já adequando as práticas de contagem, manejo,
vacinação e documentação às
exigências para certificação, seguindo
as orientações do veterinário Marcelo
Rondon, consultor técnico da Associação
Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO), que
visitou a propriedade nos dias 15, 16 e 17 de abril. A
temporada lida com o gado durará um mês.
Para difundir o conceito de pecuária
orgânica e sensibilizar os funcionários da
Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa,
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, Rondon realizou uma pré-vistoria
e uma consultoria interna sobre certificação
em pecuária orgânica para os colaboradores
da fazenda. A ação da ABPO ocorre por meio
de parceria com o Sebrae de Mato Grosso do Sul.
Embrapa/Saulo
Coelho Nunes |
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O pesquisador da Unidade, André
Moraes, acompanhou toda a visita e coordenará o
processo de adequação da fazenda para certificação.
Para ser certificada pelo Instituto
Biodinâmico – IBD, entidade parceira da ABPO e de
referência em certificação orgânica
no país, a fazenda Nhumirim terá de seguir
rígidos padrões de criação
e manejo de gado, com normas que regulamentam desde o
desenvolvimento do pasto ao tipo de alimentação
e medicamento dispensados ao rebanho.
Tudo tem de ser feito sem a utilização
de produtos químicos nas pastagens e no gado, e
com a menor aplicação possível de
medicação alopática, preocupando-se
com o bem estar do rebanho e com a conservação
do meio ambiente.
Vistoria
Durante a visita, o consultor da
ABPO percorreu diversas áreas da fazenda, numa
espécie de simulação do que o auditor
do IBD fará no dia da primeira visita, circulando
nos locais de criação e levantando as possíveis
necessidades de adequações e não
conformidades. Rondon emitirá um relatório
da visita para a Embrapa Pantanal contendo um plano de
trabalho para adequação e preparação
para visita do auditor do IBD, que deve acontecer em cerca
de 30 dias.
Na opinião do consultor, a
Nhumirim tem, como diversas propriedades pantaneiras,
uma afinidade histórica e natural com a pecuária
orgânica. “As propriedades do Pantanal tem uma vocação
natural para esse tipo de criação, e a Nhumirim
não é diferente. O que há a fazer
são pequenas adequações, melhorias
na área de registros de rotinas de campo, acondicionamento
e entrada e saída de alimentos, insumos e medicamentos”,
afirma. “O cenário é positivo e o Pantanal
já está inserido na cadeia produtiva orgânica.
Animais já vêm sendo abatidos com certificado
orgânico há mais de quatro anos”, complementa.
Rondon explica que o principal objetivo
da pecuária orgânica é a obtenção
de um produto com maior valor agregado, atendendo às
demandas atuais de um mercado internacional preocupado
com o meio ambiente e a segurança alimentar.
“A produção orgânica
pode levar a um animal menos precoce, mais tardio para
atingir padrões de cortes e dimensões exigidas
pelo mercado. Mas em compensação o alimento
tem uma maior garantia de qualidade diferenciada, voltada
para a grande tendência no mercado mundial que é
a segurança alimentar. Em países desenvolvidos
hoje é lei que alimentação infantil
contenha porcentagens de produtos orgânicos”, argumenta
o veterinário, reforçando que o animal orgânico
abatido vale entre R$ 80 e 100 a mais que o convencional.
Certificação
Os administradores da fazenda a ABPO
trabalham juntos para montar o plano de trabalho para
estabelecer as prioridades e as demandas mais longas de
adequações e implementações.
Após a inspeção pelo auditor do IBD,
inicia-se um processo de 12 meses para conversão
e adequação da propriedade às normas.
“O processo é cíclico e anual, e a fazenda
tem de manter melhorias contínuas nos seus processos
produtivos para manter a certificação nos
anos seguintes”, explica Rondon.
O auditor do IBD irá inspecionar
as práticas ligadas ao manejo, sanidade e alimentação
do gado, além de rotinas de gerenciamento da fazenda
e do acondicionamento e registro de estoques de alimentos,
insumos e medicamentos. O IBD faz, ainda, inspeções
regulares nos produtos finais para manter ou revogar certificações.
Entre as principais exigências
estão o uso de medicação alopática
e fitoterápica prioritariamente, utilização
de sementes orgânicas na pastagem e sal livre de
uréia, além de cuidados no manejo – descarte
de resíduos, qualidade da água e pastagem.
“Para o animal ser abatido com certificação
de orgânico, deve ter sido criado em sistema orgânico.
Os períodos de quarentena são mais longos,
e se ele receber mais de dois tratamentos alopáticos
na vida é desqualificado”, explica Rondon.
Ele informa que no Mato Grosso do
Sul, onde é sediada a ABPO, existem 20 fazendas
associadas, com 16 já auditadas pelo IBD, das quais
dez já foram certificadas e seis se encontram em
período de conversão.
Segundo o consultor, existem diversos
níveis de certificação no Brasil
e no mundo O nível LB (Legislação
Brasileira) é o mais elementar e certifica rebanhos
para comercialização apenas no mercado interno.
BR é o nível que segue padrões brasileiros
mais rígidos, e é aceito em outros países
em desenvolvimento. O padrão EU garante um produto
certificado para comercialização na União
Européia e há ainda o nível de certificação
que atende às demandas do mercado do Estados Unidos.
Rondon recomenda que as propriedades iniciem pelo padrão
mais básico, o LB, e se desenvolvam gradativamente.
Resultados
A ABPO reforça que os benefícios
da pecuária orgânica são amplos e
diversificados, abrangendo a qualidade e o valor do produto
final, o bem estar do rebanho, a conservação
do meio ambiente, a melhoria dos processos na administração
das propriedades e a responsabilidade social dos criadores
e das comunidades.
“Ocorrem melhoras em todos os aspectos
da fazenda e benefícios para todos, pois existem
ainda exigências sociais que devem ser seguidas,
como formalização dos empregados das fazendas
e oferta de educação e moradia digna para
as famílias deles”, argumenta o veterinário.
Hidelberto Petzold é assistente
de pesquisa da fazenda Nhumirim e lida com o gado e os
cavalos no campo. Para ele, o processo de certificação
vai demandar um trabalho grande inicial de adequação
de algumas práticas. “Mas quando todos os processos
virarem rotina, tudo ficará mais fácil e
a fazenda terá mais valor agregado”, acredita.
O pesquisador André Moraes
acredita que a certificação da fazenda é
muito importante para não apenas para agregar valor
ao produto, mas também para qualificar a pesquisa
científica, principal foco da Embrapa. “Teremos
um campo de pesquisa já certificado para pecuária
orgânica, para validar ainda mais nossas ações
e mostrar cientificamente que o processo é viável,
com melhora de produtividade sem a necessidade de destruir
o Pantanal”, defende.
Saulo Coelho Nunes
Embrapa Pantanal
Ana Maio
Embrapa Pantanal
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Orangotango faz bico
na hora de comer |
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Um dos moradores mais famosos do
zoológico de Budapeste, na Hungria, é o
orangotango de 13 anos, o Mengala. Na foto, o primata
faz bico para comer uma maçã.
Divulgação/Zoo
de Budapeste |
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Casal de lontras ganha
casa nova com piscina |
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Um casal de lontras ganhou uma moradia
com 110 metros quadrados, piscina com 10 mil litros de
água, além de uma ampla vista. Segundo o
PESC, além do bem estar dos animais, a construção
também previu a reutilização dos
materiais.
O macho tem três anos e foi
encontrado na região de São Carlos, enquanto
a fêmea, com dois anos foi trazida de Manaus (AM).
A dupla irá morar no Parque Ecológico da
cidade.
O parque tem ao todo 650 animais
de 94 espécies, e possui um programa de reabilitação
de animais em cativeiro, que podem retornar a natureza.
Para saber mais sobre o local e obter
informações sobre visitas, acesse o site
oficial do Parque Ecológico de São Carlos:
www.pesc.org.br/parque.
Divulgação |
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Lontras com três
e dois anos agora vão morar em casa "ecologicamente
correta" em parque no interior de SP |
Da Folha de São Paulo |
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Novos moradores no
Zoo de Berlim |
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Com apenas nove semanas de vida os
irmãos Jasraj e Jeevana estão deixando o
zoológico de Zurique, na Alemanha, de ponta cabeça.
Nas fotos eles aparecem brincando e posando para a câmera.
Divulgação/Zoo
de Zurique
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Da Efe/Folha de São Paulo |
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Gavião-real
tem programa de preservação |
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Essa ave bota dois ovos por vez,
mas assim que nasce a mãe mata um para que não
haja competição por alimento. O Museu Exploratório
de Ciência da UNICAMP propôs o seguinte desafio,
para alunos das escolas públicas e privadas: a
criação de um equipamento que ajude na preservação
da ave.
O desafio é retirar um dos
ovos, antes que mais um exemplar seja extinto. O filhote
resgatado será levado para cativeiro até
que ele consiga se alimentar sozinho.
A Universidade de Campinas premiará
os alunos que conseguirem desenvolver os desafios.
Mateus Hidalgo/Domínio
público |
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Gavião-real,
que põe dois ovos por vez; assim que um dos
filhotes nasce, ele mata o outro para evitar a competição
por alimento |
Da Folha de São Paulo
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Cherl Kim fotografou filhotes que
nasceram em abril e postou em seu Flickr, Vale a pena
conferir as imagens feitas pelo fotógrafo.
Divulgação/Cherl
Kim/Zoo de Everland |
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Sem cortes radicais,
aquecimento passará de 2 graus Celsius |
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Ninguém sabe ao certo em que
nível o aquecimento global pode ser tolerado, sem
que haja repercussões sérias para a humanidade
e os ecossistemas. A maioria dos governos estabeleceu
- como limite seguro - a elevação de 2 graus
Celsius na temperatura global até o final do século.
Segundo estudos na revista “Nature”,
sem os cortes radicais nas emissões do gás
carbônico – 80% até 2050 – as chances de
que o aquecimento global passe desse limite são
muito altas.
As equipes de Myles Allen, da Universidade
de Oxford, no Reino Unido, e Malte Meinshausen, da Universidade
de Potsdam, na Alemanha; usaram metodologias diferentes
para chegar aos resultados. Levando em conta projeções
da queima de combustíveis fósseis e simulações
da reação do clima com a entrada de carbono
na atmosfera puderam calcular qual o tipo de intervenção
seria necessária para impedir que o aquecimento
ultrapasse os 2 graus Celsius.
A pesquisa de Meinshausen mostra
que se, por exemplo, 1.400 gigatoneladas de gás
carbônico forem produzidos de 2000 a 2050, 50% de
probabilidade de que passe o limite de 2 graus Celsius.
Como quase 250 gigatoneladas já foram produzidas,
só até 2007 a emissão total do dióxido
de carbono ficaria em torno de 1.750 gigatoneladas até
metade do século.
O presidente norte-americano Barack
Obama já fala em reduções na casa
dos 80% das emissões. Só o cumprimento dessas
metas tem chances de evitar o aquecimento catastrófico.
Reprodução |
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Icebergs se desfazendo
perto do cabo York, na Groenlândia |
Do G1 |
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Suricatos abandonados
pela mãe são tratados por funcionários |
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Lia e Roo foram abandonados pela
mãe ainda filhotes, mas agora estão bem
e morando no zoológico de Londres, na Inglaterra.
Suzi Hyde e outros funcionários estão cuidando
dos bebes.
Divulgação/Zoo
de Londres
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