Temos assistido, no conforto de nossa casa, no autêntico estilo
high-tech o sofrimento do povo iraquiano, com infindáveis
momentos de desespero, morte, perda e revolta. Como eu, pessoas
de todo o mundo têm se indignado, solidárias às
vítimas desse massacre, na região considerada berço
da civilização.
Independentemente do (ir)responsável tirano por esta carnificina,
assim como sua ridícula retórica de ataque preventivo,
que poucas nações engoliram. O que mais se evidencia,
sob todos os aspectos é a causa principal dessa insana estratégia
de se apoderar do Iraque, e provavelmente com o tempo, de todo o
Oriente Médio; o domínio das fontes de petróleo
ali existentes, com sua cotação calculada em vidas
humanas.
O mundo transforma-se muito rápido. Em apenas três
décadas e meia, vi e vivi o suficiente para encher um livro,
com fatos que entraram para a história da humanidade: a chegada
do homem à lua, a televisão em cores, o rompimento
da barreira do som, a queda do muro de Berlim, o fim da União
Soviética e a passagem do Cometa Halley; a telefonia celular,
o domínio da informática, a Internet (não perca
o fôlego!), as cirurgias virtuais e transgenia; cientistas
brincando de fazer cópias humanas, os atentado às
torres gêmeas em Nova York e a mudança de século
e de milênio. No entanto, não vislumbrei a menor possibilidade
de o mundo se desvencilhar da armadilha montada pelo líquido
que o move, em todos os sentidos. É muito estranho que após
tamanhas conquistas, a humanidade tenha que depender única
e exclusivamente de um único combustível, retirado
de fontes primitivas, com iminente final proclamado. No auge do
século XXI não seria capaz a inteligência humana
de criar combustíveis de fontes alternativas e renováveis,
para mover simples motores veiculares? Certamente sim.
Dezenas de projetos de motores movidos a hidrogênio, oxigênio
e energias solar e elétrica, têm suas patentes compradas
e, em alguma gaveta ou cofre, literalmente sepultadas. Pelo menos
enquanto houver fontes de petróleo e seus “proprietários”
a ditar as regras do capitalismo desumano, sujo e sangrento.
Nós, homens modernos, se desejamos mudar o rumo da história,
precisamos deixar de nos enganar. Continuar aceitando a idéia
de que o petróleo é único é tão
ou mais primitivo que o próprio petróleo.
Antes de buscarmos alguma alternativa renovável, precisamos
nos renovar, de corpo e alma. Arrancar de nós os preconceitos
e estigmas, para dar lugar à criatividade, às mudanças
e à independência.
Decidamos: lutamos por combustíveis alternativos, ou seremos
nós a alternativa. Avanços tecnológicos continuarão
ocorrendo, fatos históricos também. O petróleo
continuará sendo importante, porém, deverá
ele ser alternativo. Ou continuaremos contribuindo com as poderosas
nações, catastróficos acidentes ambientais
e alterações irreversíveis em nosso planeta.
E mísseis de milhões de dólares continuarão
sendo despejados. E milhares de crianças continuarão
sendo mortas.
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de vista da Agência Ambiental Pick-upau, sendo de inteira
responsabilidade de seus autores.
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