HABACUQUE DIAS

Bush, nosso velho conhecido
 


Não é de hoje que o império americano vem nos mostrando como expor o unilaterismo pelo mundo. Não é a primeira vez que sua supremacia invade a vida e a liberdade de outros povos. Mas é verdade também, que esses mesmo americanos já foram parte importante da liberdade de outros povos, mas isso parece ser coisa do passado. Na atual geração, George W. Bush introduz uma nova ordem mundial, seus ideais e suas lições sombrias e retrogradas, mostram ao mundo, mais uma vez, o quanto o ser humano pode ser vil e dissimulado. Logo nas eleições em que Bush se tornou o homem mais poderoso do planeta, pôde se ver todo seu talento na política da fraude. No entanto, o problema era doméstico e o resto do mundo limitou-se a comentar e ridicularizar a situação.

Para ambientalistas e pessoas ligadas as questões ambientais, Bush já é um velho conhecido. Suas atitudes unilaterais têm devastado tantas negociações e iniciativas quanto as motosserras em nossas matas. No Protocolo de Kyoto, a convenção sobre os efeitos da poluição atmosférica e o aquecimento. Bush retirou-se do acordo, e os EUA praticamente travaram as negociações. Diante da recusa do país mais poluidor do planeta, com cerca de 50% do total de emissões, o protocolo ainda espera por sua ratificação.

Não contente, esvaziou a principal conferência mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, a Rio +10, organizada pela ONU, em 2002, na África do Sul. O efeito foi o pior possível. Negociações sem nenhum resultado e total frustração entre os participantes. Um passo atrás na batalha por um mundo mais limpo e saudável.

E quando pensávamos que seu estoque de arrogância e incapacidade de fazer política haviam se esgotado, eis que surge Bush, com uma nova onda de intolerância, amparada por uma inexplicável sede de vingança. Desta vez, o petróleo, as supostas armas biológicas ou o poder no Oriente Médio, na verdade, nem foi preciso dar um motivo real e convincente. Os EUA rasgaram a resolução da ONU, foram contra a vontade da maioria dos países e iniciaram a guerra.

Agora todos o conhecem, Bush se mostrou ao mundo, nosso velho conhecido, agora é tão famoso quanto seu antecessor e fanático Osama Bin Laden.

As lições agora são outras, e pelo que pudemos ver nos primeiros dias desta estúpida e ilegítima guerra serão as piores possíveis, e marcarão uma nova era no mundo, ao que parece, sombria e desoladora.

Como o líder americano já demonstrou, não adianta protestar, nada e ninguém serão ouvidos. Os pedidos de paz de milhares de manifestantes anônimos se perderam entre as bombas e os mísseis. A inteligência e a compreensão humana sucumbiram as armas ditas inteligentes. Todos os gritos de paz parecem ter sido sufocados pelo estrondo dos ataques ao Iraque. Sei bem que essas palavras como tantas outras de nada adiantarão. Mas o que resta a nós, senão a esperança de paz.

O conteúdo dos artigos publicados nesta seção não reflete necessariamente o ponto de vista da Agência Ambiental Pick-upau, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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