PEDRO ISAL

Em nome da liberdade...

 

Que os Estados Unidos são mestres em criar psicopatas não é nenhuma novidade, muito pelo contrário a história recente nos prova o quanto isso é freqüente na sociedade norte-americana. Mas um cidadão com tais aspirações em uma posição tão importante como a de presidente da nação, talvez seja uma novidade. Não há adjetivos mais brandos para George W. Bush e sua equipe, como não há para Saddam ou qualquer outro ditador.

Após tantas declarações e atitudes, no mínimo absurdas, e agora diante deste holocausto promovido na terra de Saddam Hussein – diga-se de passagem também não é nenhuma flor que se cheire, pois, seu currículo é repleto de atrocidades e violações contra os direitos humanos. Mas deixemos o ditador árabe para outra oportunidade. Mesmo porque, parece não estar mais em questão a política iraquiana. Bush à descartou, junto com a ONU, o desejo da maioria das nações e todas as possibilidades de se legitimar a guerra, ainda que seja infinitamente discutível a tal legitimidade.

Agora com o conflito em seu auge de destruição, as dúvidas sobre o verdadeiro motivo da invasão ao Iraque são ainda maiores.

Seria realmente uma guerra em nome da liberdade iraquiana? Seria verdadeiro, o de desejo de Bush à liberdade? Então porque discutisse, a introdução de um governo transitório ou provisório regido por um general e uma leva de ministros norte-americanos no Iraque? Seria justa a tal guerra, onde os ataques ditos

cirúrgicos atingem hospitais – talvez venha daí o nome? Seria essa, a guerra de mísseis “inteligentes” que caem sobre o Irã – o vizinho iraquiano –, em áreas civis, mercados, museus e universidades, e claro, às vezes em alguns prédios do governo de Saddam? Qual seria o verdadeiro motivo deste conflito?

Talvez essas perguntas jamais sejam respondidas. No entanto, O que se pode deduzir através dos últimos acontecimentos, é que a guerra parece sim, ser contra um regime ditador e fanático, mas parece também, uma batalha a favor da liberdade – sobretudo dos americanos – uma resposta a eficiente, ainda que cruel, derrubada das torres gêmeas e da fracassada busca no Afeganistão. Pelo menos para os norte-americanos parece um bom motivo para que Bush gaste bilhões de dólares e vidas no deserto do Iraque.

Em sua batalha George W. Bush é tão Saddam Hussein quanto Osama Bin Landen e como presidente é um ótimo aspirante a déspota. A guerra de Bush nos mostra que o petróleo, pois ainda não me convenceram do contrário, não move apenas nossos carros, mas também nossas vidas.

Temo que após 20 de março de 2003, a situação do mundo moderno fique tão negra quanto o óleo que jorra em abundância na terra de Saddam. Temo que esse, esteja valendo muito mais que aquele que ainda corre em nossa veias.

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