18/11/2009
- Artigo do secretário do meio ambiente, Xico Graziano, sobre
os avanços na gestão ambiental do Estado de São
Paulo
Unificar e reforçar o licenciamento ambiental
do Estado de São Paulo. Aqui reside um dos pilares da gestão
estratégica da Secretaria do Meio Ambiente. Enquadrado
entre os 21 projetos ambientais do governo Serra, o processo de
licenciamento de empreendimentos segue agora a fórmula
dos 3+: mais rápido, mais transparente e mais rigoroso.
Antiga aspiração dos técnicos
do sistema ambiental, conjuntamente com o setor empresarial, a
idéia do licenciamento unificado finalmente saiu do papel.
A recente Lei Estadual 13.542/2009 aglutinou, na “nova” CETESB,
as atribuições até então espalhadas
em quatro repartições públicas, quais sejam,
a DEPRN, o DUSM, o DAIA e a própria CETESB. Sonho virando
realidade.
Porta única do sistema ambiental para o empreendedor. Antes,
o cidadão percorria às vezes um verdadeiro calvário
na obtenção de sua licença de funcionamento.
Agora, vai a apenas uma repartição, ganhando tempo
graças à crescente desburocratização
do processo de licenciamento. A construção de um
modelo de eficiência para a gestão pública.
Estamos ainda ampliando a rede descentralizada da CETESB, no interior
e na região metropolitana paulista, instalando 56 Agências
Ambientais unificadas, tendo sido já inauguradas 42 delas.
A revisão de procedimentos e a otimização
dos recursos humanos no atendimento contribuíram para a
redução do tempo de análise dos processos
de licenciamento. Nos casos das atividades com EIA/RIMA (Estudo
de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) a
redução foi, em média, de 543 para 293 dias,
entre 2004 e 2008. Para os aterros sanitários, o tempo
de EIA/RIMA foi abreviado de 867 para 266 dias de 2004 a 2009
e de RAP (Relatório Ambiental Prévio) das usinas
de álcool de 341 para 217 dias neste mesmo período.
Trabalho mensurável, com resultados.
Mudou também a metodologia de análise. Aquilo que
anteriormente se tratava separado, como a supressão de
vegetação, agora se integra com o combate da poluição.
O DEPRN, que verificava supressão de vegetação
e recuperação de APP (Área de Preservação
Permanente), se encaixou dentro da CETESB, que apenas analisava
os padrões de emissão. Agora os técnicos
analisam o conjunto dos impactos causados pelo empreendimento.
A agenda verde se aproximou da agenda cinza.
Neste processo, a CETESB se renova, operando com maior capacidade.
E a Secretaria de Estado reforça sua função
como órgão central, formulador e normatizante das
políticas públicas de meio ambiente. Ambos, junto
com a Polícia Militar Ambiental, fazem a fiscalização
ambiental. Os resultados aparecem: em 2007 apenas 27% dos postos
de gasolina funcionavam com LO, a licença de operação.
Em dois anos, essa percentagem subiu para 47%. A partir de fevereiro
de 2010, nenhum posto de gasolina estará aberto na ilegalidade
ambiental.
O novo modelo de gestão ambiental conta, desde maio de
2009, com a nomeação de 300 especialistas ambientais.
Todos concursados, compõem agora um quadro próprio
de funcionários estáveis, com carreira em cinco
níveis de progressão. Até então, funcionava
a SMA às custas do empréstimo de empregados da CETESB
e da Fundação Florestal. A atuação
integrada da SMA, da Polícia Ambiental e da CETESB na fiscalização
ambiental movimenta uma equipe de 15 especialistas ambientais
na sede da CBRN, outros 106 técnicos distribuídos
nos centros regionais, além de 2.200 policiais militares.
Jogo duro na defesa ecológica.
Tem mais. Após 26 anos de espera, o Conselho Estadual do
Meio Ambiente (Consema) foi regulamentado pela Lei 13.507/2009,
transformando-se em um órgão normativo e recursal
do Sistema de Meio Ambiente. Palco de discussão das políticas
públicas, o Consema vai instalar unidades descentralizadas
junto às bacias hidrográficas do estado, aproximando-se
dos dilemas da sociedade local.
Neste contexto, o Projeto “Município Verde/Azul” exerce
um papel formidável ao estimular a participação
municipal na política de meio ambiente. Um dos resultados
desta ação se verifica no aumento do número
de Conselhos Municipais de Meio Ambiente, que somavam 236 órgãos
em 2007 e, agora em 2009, totalizam 490 conselhos municipais.
Isto permite a participação da sociedade no planejamento
bem como na cobrança da agenda municipal em prol da sustentabilidade.
Conforme se percebe, um novo modelo de gestão ambiental
se consolida no Estado de São Paulo. Resultados animadores
surgem, no licenciamento, na fiscalização dos recursos
naturais, na implementação das políticas.
Por fim, o mais importante. Não se constrói o futuro
sem investir na educação. Por isso nosso modelo
de gestão inclui, no seu âmago, a educação
ambiental. Somente ela garantirá a sustentabilidade das
próximas gerações.
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