HABACUQUE DIAS

O petróleo de hoje será a água de amanhã
 

No passado foram terras, crenças, pátrias e raças. Hoje, tecnologia nuclear, interesses corporativos, poder político, terrorismo e petróleo. E amanhã? O que será no futuro? Que tal um palpite: a água. A água poderá ser o petróleo de amanhã, poderá ser a crença pela vida, o poder da Terra, a pátria destruída. Isso é o mínimo que pode-se esperar de governos regidos por ditadores aspirantes a facínoras que se têm visto pelo mundo afora. E se amanhã eles decidirem que a água será a bola da vez? E vale lembrar que o petróleo é uma fonte de energia esgotável.

Ter a maior reserva de água doce do planeta hoje é muito importante, mas, se não soubermos impor nossa soberania, através de meios pacífico, é claro, poderemos ser um alvo do futuro.

Já imaginou que amanhã poderemos ser nós os ameaçados de guerra. Afinal se hoje o Iraque é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, numa relação, nas suas devidas proporções, poderíamos dizer que o Brasil é o Oriente Médio da água doce do planeta. E não precisa ser um ambientalista, nem especialista em recursos hídricos para saber que a água, que, no passado pensava-se que dava que nem chuchu pode vir a acabar, ou pelo menos não chegar a quem precisa. Aí podem dizer: “O Brasil está contribuindo com os terroristas. Estão cedendo a Amazônia para servir de esconderijo para Bin Landen's e Saddan's”. E mais: seremos acusados de produzir armas nucleares em nossa moderníssima usina de Angra dos Reis, que mal produz energia para consumo meramente elétrico. E se o Brasil for o Iraque de amanhã? Já parou para pensar, porque os Estados Unidos usam dois pesos diferentes quando está em questão o falido país de Saddan e “nova” ameaça para o “mundo”, a Coréia do Norte. Bem, além do poderio militar, que são outros quinhentos, existe claro o fator petróleo. Só não vê quem não quer ou está do outro lado. O que leva um país como os EUA a fecharem seu próprios poços de petróleo para consumir o que é importado, grande parte do Oriente Médio. Imaginem se no futuro o Partido dos Trabalhadores fosse chamado de comunista – de esquerda eles já se consideram, pelo menos antes de virar governo, aí a barba de nosso excelentíssimo presidente pesaria como nunca. Ainda acho que o Brasil é uma espécie de Suíça da América Latina e que dificilmente veria o país envolvido em um conflito deste porte. Mas prevenir sempre será melhor que remediar.

O fato de pessoas mundo afora não se entregarem em comoção ao desastre das Torres Gêmeas - justificativa usada pelos americanos para o combate ao terrorismo -, ou, não ser a favor da guerra no Iraque seria um simples sentimento anti-americano? Isso significa que estaremos do lado de Saddan? Acho que nem uma coisa e nem outra. O fato de ser contra a guerra não lhe acarretará o fardo de ser a favor ou contra, de um ou de outro. E sim a favor ou contra uma situação – que pelo visto nenhuma nação está imune. Temos que ficar atentos à todos esses fatos e quando for a hora deveremos saber mostrar aos americanos e ao resto do mundo que aqui o país é mais embaixo.

Por enquanto rezemos pela paz e o bom senso no presente.

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